“Não se deve voltar ao lugar onde se foi feliz”
Ao contrário de muitos adeptos que se convencem que os jogadores são todos sportinguistas desde pequeninos, sempre compreendi a posição de um profissional de futebol quando procura melhor salário. As suas carreiras são curtíssimas e ao mais pequeno azar, terminam de um dia para o outro. Há que acautelar o futuro, já que quando arrumam as botas ainda têm toda uma vida pela frente e não sabem fazer mais nada. Alguns nem jogar à bola, diga-se de passagem. Desde que saibam sair a bem, com dignidade e profissionalismo e sem forçar ou prejudicar o clube, nada contra.
Quem pode dizer que não a um salário mensal mais elevado num novo emprego, do que o anual no emprego actual?
Sejamos sérios. No seu perfeito juízo, ninguém.
Por outro lado e uma vez que a escolha foi essa, também não gosto de ver jogadores em idade de pendurar as botas e quando já mais ninguém os quer, a estrategicamente lembrarem-se novamente no clube que os formou e da família que passará a estar mais perto (justificações que não passam de conversa para encher chouriços). Devem ser sempre bem-vindos, mas não para voltar a vestir a camisola. Aceitava se o fizessem em final de carreira, de forma simbólica e sem remuneração por um ano ou mesmo apenas por meia época e saíssem, mas mesmo assim, para estarem mais tempo sentados no banco do que a jogar. No caso de Palhinha, mesmo baixando o salário de forma considerável, ainda assim seria o mais bem pago do plantel. É inaceitável, um erro crasso e uma enorme desconsideração pelos que já cá estão.
Há que dar lugar aos mais novos desde que tenham qualidade suficiente para vestir a camisola.
Palhinha saiu do Sporting em 2022, aos 26 anos. Hoje é um jogador em final de carreira. Tem 30/31 anos.
Não desejo mal ao Palhinha, mas não sou nem nunca fui adepto dos badalados regressos de jogadores e não é agora que vou mudar de opinião.
Se for como apregoam por aí, que ainda teria de vir com cláusula de compra obrigatório, então é assustador.
Vejam lá isso.
